A inadimplência dos aluguéis residenciais no estado do Rio de Janeiro ficou em 4,4% em outubro de 2026, segundo levantamento divulgado pela ADEMI-RJ com base no Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft. O resultado permaneceu estável em relação a setembro e ficou abaixo da média nacional, de 5,84%.

Na comparação com outubro de 2025, quando a taxa fluminense estava em 4,8%, houve recuo de 0,4 ponto percentual. O indicador também ficou abaixo do patamar de julho de 2026, de 4,9%, o maior registrado no estado ao longo do ano até o período informado pela pesquisa.

O levantamento considera cerca de 500 mil contratos de aluguel residencial sob gestão da Loft em todo o país. Para o índice, são classificados como inadimplentes os contratos com atraso superior a 15 dias. Essa metodologia é importante: o resultado retrata a base analisada pela empresa e não deve ser interpretado como um censo de todos os contratos de locação existentes no Rio.

O que o indicador mostra para proprietários e inquilinos

A taxa de 4,4% sugere que a carteira fluminense acompanhada pelo estudo apresentou menor proporção de atrasos do que a média nacional no mês. Isso não elimina o risco de inadimplência nem permite concluir que todos os bairros, faixas de aluguel ou tipos de imóvel tiveram o mesmo desempenho.

Para o proprietário, a leitura prática é manter critérios consistentes de análise cadastral, documentar corretamente a locação e comparar as modalidades de garantia disponíveis. Também é prudente calcular a renda líquida, descontando vacância, condomínio de responsabilidade do proprietário, IPTU, administração, manutenção e impostos aplicáveis.

Para o inquilino, o dado não muda as condições do contrato já assinado. Antes de fechar uma nova locação, é recomendável observar o custo mensal completo, incluindo condomínio, IPTU, seguro e demais encargos, além das regras de reajuste e das garantias exigidas.

Comparação nacional exige cautela

No Brasil, a inadimplência caiu de 5,88% em setembro para 5,84% em outubro, a terceira redução mensal consecutiva informada pelo levantamento. No Sudeste, a taxa ficou em 5,9%, também acima do resultado do estado do Rio.

Essas diferenças ajudam a acompanhar o ambiente de locação, mas não determinam o preço de um imóvel nem garantem ocupação. Localização, estado de conservação, valor pedido, qualidade do condomínio e oferta concorrente continuam influenciando a procura e a permanência do locatário.

Quem avalia comprar um imóvel para renda deve usar o índice como uma referência complementar. A decisão exige comparar imóveis semelhantes, estimar períodos sem locação e testar cenários de atraso e despesas inesperadas. Uma taxa estadual favorável não substitui a análise financeira da unidade e do contrato.

O dado de outubro reforça um cenário de estabilidade recente na base analisada no Rio, com melhora na comparação anual. O próximo passo para proprietários, compradores e inquilinos é transformar a média em perguntas concretas sobre o imóvel: custo total, liquidez, garantias, perfil de demanda e capacidade de pagamento.

FONTE ORIGINAL CONSULTADAADEMI-RJ, com dados do Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft

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