A Lagoa registrou a maior taxa mensal de condomínio na amostra de anúncios à venda analisada pela Loft: R$ 2.482 em média de janeiro a outubro de 2026. Ipanema ficou em R$ 2.429, e o Leblon, em R$ 2.221. No município do Rio de Janeiro, a taxa média anunciada subiu 9,3% em relação aos mesmos dez meses de 2025, segundo a cobertura do Diário do Rio, de 6 de novembro de 2026.

A pesquisa é da Loft, empresa do mercado imobiliário, e a cobertura informa que foram analisados 228 mil anúncios nos períodos comparados. Os números publicados vêm das taxas declaradas nos anúncios de venda, não de boletos auditados. A reportagem é a fonte consultada para o levantamento; a base de anúncios não foi verificada pelo Rio em Alta.

Lagoa lidera no valor total; Leblon, no valor por metro quadrado

Por área, a ordem muda: Leblon (R$ 18,76 por m²), Ipanema (R$ 18,21) e Lagoa (R$ 16,45). A metragem e o perfil dos imóveis que entram na amostra ajudam a entender por que a média mensal de um bairro pode ser maior mesmo quando o valor por metro quadrado é menor. Nenhum desses números substitui a cobrança da unidade: o valor por área ajuda a comparar, mas o que sai do caixa é o total do boleto.

Leitura para o investidor

Fato comprovado: as médias divulgadas descrevem o que consta na amostra de anúncios. Uma mudança na composição da amostra, como a entrada de imóveis maiores, também pode alterar a média. A alta municipal não significa que cada edifício reajustou a cobrança em 9,3%.

Interpretação editorial: uma taxa maior pesa mesmo quando não há hóspede. Como exemplo de orçamento, R$ 300 mensais a mais representam R$ 3.600 em um ano se a diferença persistir. Para saber se a receita compensa esse custo, é preciso usar diárias realizadas e noites reservadas de unidades comparáveis, não médias do bairro ou ocupação de hotéis.

O que falta para avaliar uma unidade: peça boletos recentes, orçamento e atas do condomínio para distinguir cota ordinária, cobranças temporárias e rateios já aprovados. Confira por escrito as regras de locação por temporada. Depois, compare a receita bruta de hospedagem com o resultado líquido, descontando condomínio, IPTU, taxas, limpeza, administração, manutenção e tributos aplicáveis. No cenário residencial, use as despesas que efetivamente ficam com o proprietário e inclua períodos de vacância.

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FONTE ORIGINAL CONSULTADALoft — levantamento de anúncios, reportado pelo Diário do Rio em 6 de novembro de 2026

Conteúdo autoral elaborado pelo Rio em Alta com base na fonte indicada. Não reproduzimos a matéria original e este conteúdo não representa recomendação de investimento.